sábado, 9 de janeiro de 2010

Luzes, câmera... AÇÃO!


Eis que 2010 bateu à porta. Eu, que esperava ansiosamente por esse momento, abri (senhoras e senhores põem a mão no chão; senhoras e senhores pulem de um pé só).

Só por não ter trabalhado no primeiro dia do ano já senti que esse tal de Ano Novo poderia, realmente, ser diferente. Só não vi que tinha apertado o botão do “com emoção” para a vida. Logo depois do final do plantão, 2010 me brindou com um adorável Rotavírus. Foi a limpeza interna (espero que compreendam, não darei mais detalhes) que eu precisava. Foram três dias de muito tempo livre e, como consequência, de renovação dos pensamentos.

Se em 2009 eu queria tranquilidade, esse ano eu quero causar! E não escandalosamente falando...2008 foi de luzes, 2009 de câmera, mas 2010 será todo da AÇÃO! Serão 365 dias de desafio para Camila Borowsky – já que uma de minhas metas é pensar bem antes de tomar algum passo importante em minha vida, coisa que nunca fiz.

Beirando os 30 anos (glup!) descobri a importância do planejamento porque, sim, o futuro existe, está logo ali e só depende de mim. Confesso que a sorte sempre esteve ao meu lado, porém sinto que desta vez precisarei muito mais do que um trevo de quatro folhas e um pé de coelho: é hora de me afundar em livros, de estudar de verdade – de me tornar uma pessoa melhor.

Nada melhor para a gente do que sentir o poder da evolução vindo de dentro (sem a ajuda do rotavírus, claro)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Meu Top 5 de 2009


Achei o ano que passou um pouco complicado. Mais tarde, descobri que não era a única que havia passado por altos e baixos: tudo parece ter sido muito intenso nesse tal de 2009. As coisas ou eram muito boas, ou muito ruins.

Enfim, como ele está acabando, chega a hora de pensar no que foi essa década – e como ela passou rápido. Ontem eu estava com 18 anos (no início dos anos 2000). E cá estou agora, beirando os 30 (há há há – nenhuma graça!)

Pois bem, voltando ao assunto proposto no título, listarei no maior estilo CQC o que realmente valeu a pena no ano que está nos abandonando em poucos dias.

1. Assumi Sampa como minha casa, mudei de casa, aprendi que viver sozinha é muito melhor; descobri que minhas coisas valem muito quando são pagas com muito do dinheiro do bolso.
2. Trabalhei demais, entrevistei muita gente legal, fiz muitos contatos, ralei pra caramba e fui promovida; saí demais com os meus MARAVILHOSOS colegas de trabalho e, claro, bebi demais e, como consequência, me humilhei demais.
3. Ganhei férias – as primeiras dos últimos quatro anos. Foi maravilhoso, relaxei mais do que a vida, mas morri de saudade do meu amor. Descobri que quando estou no Sul quero estar em Sampa e vice-versa. Querendo ou não, estar nos dois lugares, só milionária.
4. Recebi visitas mágicas de minha mãe, da minha irmã e da Helena e Ana – comprovando que a distância é só uma questão de detalhe.
5. Me despeço do ano com esperanças de ter aprendido a guardar o meu dinheiro e fazer dele algo realmente importante.

Sei que 2010 será muito melhor do que esse. Espero que todos vocês se divirtam muito e que o próximo ano seja cheio de PAZ: a união de tudo que é bom na vida!

Um feliz Ano Novo. Até o que vem!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

So this is Christmas...AGAIN!




Sei que estava um pouco desaparecida. Criatividade sumiu neste último mês. Esse também é meu motivo por voltar agora, em uma época pra lá de especial para mim: o Natal.

Sempre fui uma pessoa muito natalina. Era chegar dezembro que eu, minha mãe e minha irmã corríamos para as caixas onde o pinheiro estava guardado junto com todos os enfeites. Parecia que aquele clima nos deixava mais felizes, mais unidas, enfim, o velho espírito natalino.

Ano passado, meu primeiro ano em Sampa, lembro que movi montanhas para conseguir deixar minha casa com cara de Natal. Me movimentei até a 25 de Março (sim, a pobreza bate à porta) e comprei luzinhas, além de ter pendurado uma guirlanda linda (feita por minha Mami) na porta.

2009 foi todo estranho: muita coisa acontecendo, boas e ruins. Parece que tudo passou rápido demais e, quando me dei conta, já estava aqui, em pleno dia 14 de dezembro. Por essas e outras hoje me sinto em débito com Papai Noel. Te deixei de lado, bom velhinho. Acho que, na verdade, me dediquei tanto ao trabalho, que acabei deixando um pouco o espírito natalino de lado, acabei me deixando um pouco para trás. Comigo, deixei um pouco de alegria, dispensei sorrisos e multipliquei as reclamações.

Deixo aqui minha promessa de um 2010 bem melhor do que foi esse ano: com mais paz, mais calma, mais tranqüilidade, mais espírito natalino.

Um Feliz Natal a todos vocês. Tenho certeza que ele será maravilhoso, como sempre foi para mim.

sábado, 7 de novembro de 2009

I´m starting with the man in the mirror


Mania besta que a gente tem (pelo menos, eu tenho) de apontar os erros dos outros. Ouvindo hoje a música do Michael Jackson que diz “I´m starting with the man in the mirror, I´m asking him to change his ways...”

Por que nós, seres humanos, ou nem tão humanos assim, temos essa mania insana de apontarmos o erro do outro ao invés de olharmos para o nosso próprio umbigo?

Dizem, ou melhor, já ouvi falar, que quanto mais apontamos o erro do próximo, é aquela exata atitude que condenamos que está mais próxima de como nós mesmos agimos. Será?

Sabe que acho que sim. Não gosto de pessoas que atropelam os outros (e, sim, faço isso). Também odeio aquelas pessoas que falam alto demais (e, mais uma vez, sou assim). A impulsividade me irrita nos outros, o pessimismo, as manias chatas... Opa! Sou assim também!

Sempre critiquei aqueles que queriam ficar em casa, que só sabiam ficar trancados curtindo o computador ao invés de curtir a vida, ir beber na rua... Gente, sabe que me tornei exatamente essa pessoa? E o melhor, ou pior, eu adoro!

Não há melhor cia que a minha


Depois de um show (sempre demais) de Fábio Jr na noite de sexta, passei o sábado todo sozinha e descobri assim, meio sem querer, que eu simplesmente adoro minha companhia. É um tal de não fazer nada ou um fazer o que bem entender que me encanta até o fim.

Pois bem, hoje foi assim: com direito a acordar bem tarde, sem despertador, ler meu novo livro da Marian Keys que, claro, já me deixou viciada, fazer almoço tarde, comer coisinhas light e depois me afundar em um pote de sorvete...

E depois voltei para o livro: e acabei dormindo (sim, de novo) por mais duas horas. Ainda tentei me livrar de uma lagartixa no quarto, não consegui (óbvio) e não sei se conseguirei dormir no recinto. Vai que ela pule na minha cara?

Fazer ou não fazer exercícios? Ahhhh, hoje não! Ao invés disso, fui ao mercado. Na volta, a minha novela amada, um bate papo no msn com os meus amigos queridos regado a latinhas de cerveja gelada.

De repente, começou a chuva. E sabe que eu adorei? Sei lá. A Camila está aqui comigo, então pode fazer o tempo que quiser lá fora...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Is This It?



Saí da pré-estreia de “ This Is It” com um sentimento que não esperava: raiva.

Ódio por termos perdido o Rei do Pop antes do que seria o mais grandioso show de toda sua carreira.

No filme, que tem duração de quase duas horas, também podemos ver a faceta que Michael escondia do mundo: seu lado durão, perfeccionista – o que provavelmente o matou.

Por várias vezes ele pedia a dedicação máxima de seus músicos e bailarinos – fazendo-os se esforçar à exaustão, até o resultado sair do jeito exato que havia pensado. Não é à toa que os shows de MJ sempre foram sinônimos da mais pura perfeição.

Apesar de seus vários quilinhos a menos (possível resultado de sua dedicação excessiva ao show, além da falta de sono), Michael ensina os melhores bailarinos do mundo a fazerem o que queria ver. Em outra cena, enquanto faz um solo de dança, incluindo um mini-moonwalk, os dançarinos estão todos o observando, vibrando, pulando a cada pedaço de sua performance. Desde que foram escolhidos eles já haviam dito que eram admiradores do trabalho de MJ mas, naquele momento, eles eram os fãs, assim como todos nós.

Antes de ver a estreia, estive no centro espírita. Justo ontem havia a palestra sobre como escolhemos a vida que iremos viver, a família em que viveremos, a idade que deixaremos esse mundo.

Se tudo for mesmo assim, por que Michael fez isso? Por que ele escolheu ir embora antes de mostrar para o mundo que ele era o verdadeiro e único Rei do Pop? Simplesmente porque não precisava.

Talvez ele estivesse ensaiando aqui para fazer o seu mais importante show em outros mundos. Sorte daqueles que poderão ver a apresentação completa.

Enquanto isso, eu ainda não consigo acreditar que THIS IS IT.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Você se lembra?



Talvez eu seja a única pessoa do mundo que assiste ao SBT com tanta frequência. Entre os últimos achados no canal do Dono do Baú (que está cada dia mais pirado) está o programa “Você se lembra?”, que traz personalidades classe C para responderem perguntas que envolvem a memória de toda uma vida.

Sei que Eliana errou várias coisas – e até passou por situações constrangedoras de não saber os nomes de pessoas que trabalharam com ela. Já João Gordo gabaritou. Mandou muito bem e errou apenas a última.

Fico sempre me imaginando no programa do Zé Américo. É claro que há coisas óbvias de que me lembrarei para sempre – datas de nascimento e morte de muita gente. Sei coisas como o tipo da árvore frutífera que tinha no meu jardim de infância – um limoeiro. Sei também o nome de todos os meus professores do colégio e, de cada um deles, guardo alguma lembrança especial. Sei de cor o nome de todos os discos da Xuxa e os nomes de todas as paquitas da primeira e segunda geração. Me lembro de bordões de novelas, programas toscos e letras de músicas que ninguém nem mais recorda.

Agora, há ex-alunos que já não lembro mais o nome. Que passo pela rua, vejo que reconheço de algum lugar, mas nem imagino como se chamam. Parte da memória foi perdida; outra foi bebida, creio. Já peço desculpas por antecipação.

Sempre me disseram que eu tinha uma ótima memória para negócios desnecessários. Puxei à mamãe. Eu e minha irmã costumamos encher o saco de minha mãe quando ela sabe algo que ninguém mais sabe do mundo (e que para ninguém interessa). Dizemos que ela tem cartolinas guardadas com cada uma dessas informações. Por exemplo, a data de nascimento da Bruna Lombardi (só um exemplo). “É bom que ele fique com ela porque ele é de escorpião...” é o tipo de coisa que minha mãe diria.

Acredito que o que é importante sempre fica na nossa cabeça. E há as coisas ruins que também insistem em ficar naquele lugarzinho indeletável do cérebro. Fazer o que? O importante é tentarmos não esquecer o que já fomos – por melhor ou pior que isso tenha sido.